
A queda de um prédio de quatro andares no Brás, região central de São Paulo, deixou 27 feridos nesta sexta-feira (6/11). O excesso de rolos de tecido armazenados no local é uma das hipóteses investigadas. (Foto: Instagram)
São Paulo — As autoridades ainda vão investigar as causas da queda de um prédio no Brás, região central de São Paulo, nesta sexta-feira (6/11). Neste primeiro momento, porém, já foi levantada uma hipótese — inclusive pelo prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB): o excesso de peso provocado pelo grande volume de rolos de tecido armazenados no local.
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
A possibilidade foi mencionada por trabalhadores que estavam no edifício quando o acidente ocorreu. Um deles, identificado como Edmilson, disse em entrevista a jornalistas que há vários prédios na região com estruturas “não preparadas para esse tipo de coisa”.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
Ele relatou que também descarrega mercadorias em outros prédios que chegam a causar medo. Segundo Edmilson, os trabalhadores sobem pensando que talvez não consigam sair, pois a estrutura de vários imóveis não é adequada para esse tipo de atividade. Ele trabalha com carga e descarga no endereço há cerca de dois anos.
Outro trabalhador ouvido, identificado como Luiz Carlos, apontou diretamente o excesso de mercadorias como uma possível causa do acidente.
“Os donos dos depósitos de tecidos acham que o material não pesa e continuam colocando mais. Havia rolos de tecido por todos os lados, nos quatro andares”, contou Luiz.
A reportagem também conversou com outros trabalhadores, que preferiram não se identificar. Eles igualmente citaram o peso e explicaram como funcionavam as operações no local.
De acordo com eles, os serviços são divulgados em grupos de WhatsApp. Um dos trabalhadores contou que recebem o nome da rua, vão até lá e conversam com o líder para trabalhar no descarregamento de caminhões. O pagamento, acrescentou, costuma ficar entre 60 a 100 reais por carregamento.
Depois que as cargas são descarregadas, os rolos de tecido são “arrumados” em locais como o prédio que desabou.
“É ali que fica o peso do prédio, que nem estava ali agora”, concluiu.
A hipótese ganhou força depois que o prefeito Ricardo Nunes se pronunciou. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele classificou o acidente como “um grande susto” e destacou a mobilização de equipes para resgatar e atender os feridos.
“A principal suspeita até agora, ainda a ser confirmada, é o excesso de peso. Muitos caminhões chegaram ao local para armazenar tecido, e essa sobrecarga pode ter provocado o desabamento”, afirmou.
DESABAMENTO DEIXOU 27 FERIDOS
O prédio de quatro andares funcionava como loja de roupas e estava sendo abastecido por trabalhadores quando ocorreu o acidente. Segundo a Polícia Militar, a estrutura caiu por volta das 18h38, na Rua Maria Joaquina.
O Corpo de Bombeiros informou que enviou ao local pelo menos 51 homens e 17 viaturas. A capitã Karoline Magalhães, porta-voz da corporação, disse que 35 pessoas estavam no edifício no momento do desabamento. Oito conseguiram sair por conta própria; as outras 27 foram retiradas pelas equipes de resgate.
Entre os 27 feridos, quatro foram encaminhados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Mooca. Com base na lista de trabalhadores, por volta de 20h não havia mais pessoas nos escombros, mas os bombeiros usavam cães farejadores para verificar se ainda havia vítimas.
CÂMERA FLAGROU MOMENTO DA QUEDA
Uma câmera de segurança do sistema Smart Sampa, da Prefeitura de São Paulo, registrou o instante em que o prédio desabou.
Tags: desabamento, São Paulo, Brás


