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“Ia morrer sufocado”: veja o resgate de vítimas do desabamento no Brás

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Trabalhadores quebraram um vidro para melhorar a circulação de ar enquanto aguardavam o resgate após o desabamento de um prédio no Brás, em São Paulo. (Foto: Instagram)

São Paulo — Trabalhadores que estavam no prédio que desabou no início da noite dessa sexta-feira (6/11), no Brás, região central de São Paulo, tiveram de quebrar um vidro para melhorar a circulação de ar enquanto aguardavam o resgate profissional. “Se nós não quebrasse esse vidro, nós ia morrer sufocado pelo pó do gesso”, diz uma das vítimas em vídeo gravado pouco antes da chegada dos bombeiros. Veja:

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O edifício tinha quatro andares e, de acordo com as vítimas, armazenava grande quantidade de rolos de tecido. O estabelecimento não tinha Auto de Licença de Funcionamento da Prefeitura de São Paulo nem Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros.

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Na noite de sexta, 27 pessoas foram resgatadas do local com ferimentos leves; quatro foram levadas a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em estado estável. Outras oito deixaram o prédio por conta própria. Até o momento, não há confirmação de outras vítimas no local nem registro de desaparecidos relacionados à ocorrência.

BUSCAS RETOMADAS

Os trabalhos manuais foram suspensos durante a madrugada por causa da instabilidade da estrutura e do risco de novos desabamentos. As buscas foram retomadas na manhã deste sábado (7/11), com o uso de maquinário, permitindo que as equipes deem continuidade aos trabalhos em condições mais seguras.

As circunstâncias do desabamento ainda serão apuradas.

O QUE SE SABE SOBRE O CASO

O Corpo de Bombeiros recebeu um chamado às 18h38 desta sexta-feira para atender à ocorrência de desabamento. Inicialmente, 25 pessoas teriam ficado soterradas, segundo informações da Polícia Militar. Veja imagens de como ficou o local após a queda:

Testemunhas e trabalhadores que estavam no local contaram que vários homens carregavam o prédio com rolos de tecido quando o desabamento começou. O térreo do edifício abriga uma loja de tecidos, e os outros andares também estariam sendo carregados com os tecidos.

De acordo com informações dos bombeiros, o prédio não tinha Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento oficial emitido pela corporação que certifica que a edificação atende às condições de segurança contra incêndio e pânico previstas por lei.

Mais tarde, a capitã e porta-voz dos Bombeiros Karoline Magalhães explicou que 35 homens trabalhavam no local para descarregar rolos de tecido quando o desabamento começou.

Dos 35, oito conseguiram sair sem serem atingidos, enquanto os outros 27 estavam dentro do prédio e foram atingidos por partes da estrutura.

As 27 vítimas atingidas pelo desabamento deixaram o local sem ferimentos graves. Apenas quatro foram encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Mooca, todas em estado estável.

A agente também afirmou que cães treinados pela polícia estavam no local para procurar possíveis vítimas ainda soterradas pelos escombros, mas que ninguém entre as 35 pessoas que estavam no prédio está desaparecido.

Ainda não se sabe a causa exata do desabamento, mas trabalhadores que estavam no local relataram excesso de peso nos andares superiores do prédio.

CÂMERA DE SEGURANÇA REGISTRA MOMENTO DA QUEDA

Uma câmera de segurança do sistema Smart Sampa registrou o momento exato em que um prédio de 4 andares desabou no Brás, no início da noite desta sexta-feira (6/11).

Tags: Corpo de Bombeiros, São Paulo, Brás

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