
É época de cigarras: entenda por que elas cantam e como vivem. (Foto: Instagram)
É época de cigarras. A fase adulta do inseto se torna mais intensa na transição para o período de chuvas, por causa da reprodução. O barulho chama a atenção de cães e gatos nos quintais urbanos. Mas você conhece o ciclo de vida do animal? Saiba mais a seguir.
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O biólogo Bruno Reis explica que a maior parte da vida da espécie acontece no subsolo, onde as ninfas se alimentam da seiva das raízes. Quando chegam à superfície, os adultos vivem por poucas semanas, período em que procuram um parceiro.
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MITOS E VERDADES SOBRE A VIDA DA CIGARRA
Uma das crenças populares mais difundidas é que a cigarra morre de tanto cantar ou surge apenas para anunciar a chuva. Na verdade, o som intenso é emitido principalmente para a reprodução, enquanto o aparecimento em determinadas épocas está ligado ao aumento da temperatura e à umidade do solo.
A casca oca encontrada é o exoesqueleto que o inseto abandona na última muda. O especialista explica que a ideia de que a cigarra canta até morrer “surgiu porque encontramos nas árvores uma espécie de casca aberta, que parece o corpo de uma cigarra que explodiu”.
FUNÇÃO ECOLÓGICA E O CICLO SUBTERRÂNEO DA CIGARRA
Antes de se tornarem adultas, as ninfas passam anos debaixo da terra e se alimentam de fluidos das raízes, contribuindo para a movimentação e a aeração do solo. Ao emergirem, também têm um papel importante na cadeia alimentar, servindo de alimento para aves, répteis e pequenos mamíferos.
No Brasil, há diferentes espécies do inseto, algumas conhecidas pelo porte e pelo canto intenso dos machos, que buscam parceiras. Na fase adulta, a cigarra vive somente algumas semanas, dedicadas a encontrar um parceiro e garantir a reprodução da espécie.
RISCOS DA CIGARRA PARA CÃES E GATOS NO QUINTAL
O som e a vibração das asas da cigarra despertam o instinto de caça de cães e gatos, provocando curiosidade ou incômodo em pets mais sensíveis ao barulho. Os insetos não são venenosos e têm pequenas garras nas patas, que os ajudam a se prender às árvores; por isso, são inofensivos para os animais.
O risco maior aparece quando o pet ingere vários insetos, pois a estrutura rígida deles é difícil de digerir. O professor do Centro Universitário Módulo observa que “se o animal estiver apenas brincando, o ideal é distraí-lo e retirar a cigarra com cuidado, sem forçar a abertura da boca”.
Tags: animal silvestre, bichos, chuva, curiosidades


