
Três filmes podem ajudar candidatos do Enem a ampliar o repertório sociocultural para a redação: “O Dilema das Redes”, “Divertida Mente 2” e “Ainda Estou Aqui”. (Foto: Instagram)
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começa neste domingo (8/11), com as provas de redação, linguagens e ciências humanas. Entre as expectativas dos candidatos, o tema da redação costuma se destacar. Para contribuir com a preparação, três filmes podem servir de repertório sociocultural para a construção dos argumentos.
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DILEMA DAS REDES (2020)
O documentário O Dilema das Redes, da Netflix, reúne depoimentos de ex-executivos e desenvolvedores de empresas como Google e Facebook para explicar como os algoritmos influenciam o comportamento dos usuários. A produção mostra que, apesar de os aplicativos serem gratuitos, a atenção e os dados pessoais se tornam produtos comercializados pelas plataformas.
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Na redação, o filme pode servir de base para discussões sobre tecnologia, desinformação, saúde mental, privacidade e democracia. O documentário possibilita abordar a influência dos algoritmos nas escolhas pessoais, a propagação de notícias falsas e a criação de bolhas digitais, além de levantar questões sobre educação midiática e regulamentação das plataformas.
DIVERTIDA MENTE 2 (2024)
Em Divertida Mente 2, da Pixar, Riley, agora com 13 anos, enfrenta os desafios da pré-adolescência. Nessa etapa, a chegada de novas emoções — Ansiedade, Vergonha, Inveja e Tédio — muda a dinâmica antes conduzida por Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e Nojinho. As transformações afetam o comportamento da jovem e a relação dela consigo mesma.
A animação pode ser usada em propostas sobre saúde mental, adolescência e desenvolvimento emocional. A experiência da protagonista ajuda a discutir como as cobranças sociais e as mudanças dessa fase interferem no bem-estar psicológico. Também permite ressaltar a importância do acolhimento, do reconhecimento dos sentimentos e do acesso a acompanhamento profissional.
AINDA ESTOU AQUI (2024)
Dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres e Selton Mello, Ainda Estou Aqui acompanha Eunice Paiva após o desaparecimento do marido, o ex-deputado Rubens Paiva, durante a ditadura militar. Indicado a três categorias do Oscar 2025, o longa retrata a repressão política e os efeitos da violência sobre as famílias brasileiras.
Na redação, o filme pode ser referência em temas como democracia, direitos humanos, violência institucional e memória histórica. A trajetória de Eunice também abre espaço para discutir a busca por justiça e reparação às vítimas do regime, além da responsabilidade do poder público em reconhecer violações cometidas em períodos autoritários.
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