
Equipes de emergência e segurança isolam área do atentado suicida com carro-bomba em Islamabad, Paquistão. (Foto: Instagram)
Um atentado suicida com carro-bomba deixou pelo menos 12 mortos e cerca de 20 feridos nesta terça-feira (11/11), em frente a um tribunal na capital do Paquistão, Islamabad. O presidente Asif Ali Zardari afirmou que o ataque foi realizado por um homem-bomba que dirigia o veículo até o local da explosão.
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De acordo com a mídia estatal, o carro explodiu na entrada do tribunal, uma área normalmente movimentada por advogados e cidadãos que participam de audiências. O ministro do Interior, Mohsin Naqvi, confirmou que se tratou de um ataque suicida, ocorrido poucas horas após autoridades paquistanesas anunciarem a neutralização de uma tentativa de ataque armado durante a noite anterior.
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Segundo Naqvi, o agressor tentou entrar com o carro no prédio do tribunal, mas, ao ser impedido, detonou os explosivos ao colidir com uma viatura da polícia. O ministro da Defesa, Khawaja Asif, declarou nas redes sociais que o país está em “estado de guerra” e que o atentado serve como alerta de que a ameaça não está restrita a regiões de fronteira ou áreas isoladas.
Asif destacou que o Exército paquistanês realiza sacrifícios diários para proteger a população e que a luta contra o terrorismo é nacional. Ele ressaltou que ataques como o ocorrido em Islamabad mostram que nenhuma parte do país está imune à violência extremista.
O primeiro-ministro Shehbaz Sharif também se manifestou, condenando o atentado e responsabilizando a Índia pela ação. Ele classificou o ataque como “terrorismo patrocinado pelo Estado indiano” e acusou o país vizinho de desestabilizar a paz regional.
A explosão em Islamabad aconteceu apenas um dia após outro ataque com carro-bomba na Índia, que resultou na morte de pelo menos oito pessoas. Para Sharif, os dois eventos revelam o “rosto monstruoso” da Índia e sua suposta atuação como fomentadora do terrorismo na região.

