Possuir animais silvestres acreditando que eles se tornarão “pets” não é uma escolha inteligente. O caso envolvendo o chimpanzé Travis, nos Estados Unidos, é um exemplo perfeito disso e acabou se transformando em uma das histórias mais chocantes sobre os riscos da domesticação de animais selvagens.
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Travis foi adotado ainda filhote em 1995 por Sandra Herold e seu marido. Criado dentro de casa, o chimpanzé passou anos convivendo como se fosse um integrante da família. Ele usava roupas, andava de carro, participava de comerciais de televisão e chegou até mesmo a aparecer em programas de entretenimento. Com o tempo, acabou se tornando uma espécie de celebridade local.
A convivência aparentemente tranquila fazia muitas pessoas acreditarem que Travis era completamente dócil. No entanto, especialistas sempre alertaram que chimpanzés continuam sendo animais extremamente fortes e imprevisíveis, independentemente do nível de contato com humanos.
E foi justamente isso que ficou evidente em fevereiro de 2009. Na ocasião, Charla Nash, amiga próxima da dona do animal, foi até a residência para ajudar Sandra Herold a controlar Travis, que apresentava sinais de agitação. Mas o que parecia uma situação simples rapidamente se transformou em uma tragédia.
Segundo relatos divulgados na época, Travis não reconheceu Charla e iniciou um ataque brutal. A violência foi tão intensa que a mulher perdeu as mãos e sofreu graves ferimentos no rosto, ficando desfigurada.
Equipes de emergência foram acionadas imediatamente, mas o chimpanzé permaneceu agressivo mesmo com a chegada da polícia. Para impedir novos ataques, os agentes precisaram atirar no animal. Travis não sobreviveu.
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O caso ganhou repercussão internacional e levantou uma enorme discussão sobre a posse de animais selvagens como animais domésticos. Apesar das consequências devastadoras, Charla Nash sobreviveu ao ataque e passou anos realizando tratamentos médicos e cirurgias reconstrutivas, incluindo um transplante facial. Desde então, ela também se tornou uma defensora de leis mais rígidas contra a criação de animais silvestres em ambientes domésticos.


