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Brasileira que acusou Jeffrey Epstein de abuso relata ameaças e faz desabafo sensível: ‘Estou paranoica’

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A brasileira Marina Lacerda, que acusa Jeffrey Epstein de tê-la abusado sexualmente quando tinha 14 anos, afirmou que passou a sofrer ameaças, assédio e ataques nas redes sociais após tornar pública sua história e ter o nome citado em documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

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Segundo informações da Reuters, Marina diz que os problemas começaram após participar de uma coletiva de imprensa, em setembro, para defender a divulgação de arquivos relacionados ao caso Epstein. Pouco depois, ela passou a receber mensagens ofensivas e ameaças.

A situação se intensificou quando seu nome apareceu diversas vezes em documentos divulgados pelo governo americano. Desde então, a brasileira afirma ter sido chamada de “mentirosa” e “prostituta” por internautas, além de receber mensagens afirmando que ela “merecia” o que aconteceu. “Tenho medo de que alguém entre em casa. Estou paranoica o tempo todo”, declarou à Reuters.

Marina afirmou que os impactos ultrapassaram as redes sociais e atingiram também sua família. Segundo ela, a filha de 12 anos passou a ser alvo de provocações na escola após a repercussão do caso. Por causa das ameaças, mãe e filha passaram a adotar medidas extras de segurança e atualmente vivem em um condomínio fechado.

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De acordo com a Reuters, outras mulheres ligadas ao caso Epstein relataram situações semelhantes. A agência identificou ao menos 23 vítimas que afirmam ter sofrido ameaças, intimidações ou perseguições após falarem publicamente sobre os abusos ou terem informações pessoais divulgadas em documentos oficiais.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou que adotou medidas para reforçar a proteção de dados das vítimas após a divulgação de milhões de páginas de arquivos da investigação.

A porta-voz Natalie Baldassarre afirmou à Reuters que “nenhuma vítima deve sofrer assédio, ameaças ou intimidação após se apresentar”.

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Autoridades americanas também reconheceram falhas na proteção de informações sensíveis durante a divulgação dos documentos. Em depoimento ao Congresso, Todd Blanche, atual procurador-geral interino dos Estados Unidos, admitiu erros no processo.

“Cometemos erros e os assumimos. É claro que, sempre que divulgamos o nome de uma vítima que não deveria ser divulgado, falhamos como Departamento de Justiça”, afirmou.

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