Luciana Gimenez tem afirmado, com razão, que comentários sobre o corpo de uma mulher são inaceitáveis. Seu filho, Lorenzo, também a defendeu, destacando que ninguém deveria ser atacado por sua aparência. Nesse ponto, é difícil discordar: ofensas pessoais e ataques ao corpo não deveriam ser normalizados.
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Para você, caro leitor, que não está entendendo nada, eu explico. O ex-estilista Ronaldo Ésper, em participação no programa A Tarde é Sua, de Sônia Abrão, ao ver uma foto de Luciana Gimenez, fez comentários desnecessários sobre a forma física da ex-apresentadora.
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O que chama a atenção, porém, é a aparente falta de coerência. Quando Rodrigo Branco, de quem Luciana sempre demonstrou ser amiga próxima, foi acusado de fazer comentários racistas contra Thelminha, não houve uma manifestação pública de condenação por parte dela. Pelo contrário, a impressão que ficou, para muita gente, foi a de apoio ao amigo, e não de solidariedade à vítima.
É justamente aí que surge a reflexão: por que a indignação parece ser tão forte quando a ofensa nos atinge diretamente, mas tão discreta quando atinge outra pessoa?
Não existe hierarquia entre violências. Ataques ao corpo são condenáveis. Racismo também é e, além de moralmente inaceitável, é crime. Quem defende o respeito às mulheres deveria defender o respeito a todas as pessoas, independentemente da circunstância ou de quem seja o agressor.
Também vale lembrar que “gorda” não deveria ser tratado como um insulto. Ainda assim, usar qualquer característica física para humilhar alguém é errado e merece crítica.
No fim, o que essa história escancara é que coerência importa. Defender o respeito apenas quando a dor bate à própria porta enfraquece qualquer discurso. Afinal, a empatia de verdade não depende de quem é a vítima. Ela precisa existir sempre.
Luciana Gimenez deveria colocar a mão na consciência sobre suas atitudes em relação a Rodrigo Branco, porque toda conta sempre chega. Toda ação tem uma reação. E a gente não pode cobrar justiça, se quando foi com o outro, não fomos empáticos.



