Com uma carreira extensa na televisão, o ator Danilo Sacramento colecionou diversos personagens, novelas e histórias ao longo dos últimos anos. O papel mais importante, porém, ele conquistou longe das câmeras: o de ser pai do pequeno Davi, de 3 anos.
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Neste Dia dos Pais, o famoso conversou com a coluna Fábia Oliveira e falou sobre as belezas e os desafios da paternidade. Aos 48 anos, o ator já passou por emissoras como TV Globo e Record, participando de diversas obras de sucesso.
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No ano passado, ele integrou o elenco de Tudo Por Uma Segunda Chance, primeira novela vertical do Grupo Globo. Também em 2025, ele fez uma rápida participação no remake de Vale Tudo e também participou de Paulo, O Apóstolo, na Record.
Danilo Sacramento já soma quase 20 anos de carreira. Seu primeiro trabalho como ator foi na série Pensamentos de um Macho de Respeito, de 2007, gravada na Argentina para a Sony. Ele ganhou destaque anos depois, em 2011, quando participou da sua primeira novela, Fina Estampa.
De lá para cá, o ator atuou em Malhação: Intensa (2012), dando vida ao professor César, e em A Terra Prometida (2016), quando interpretou o Arauto. Ele retornou às tramas bíblicas em Gênesis vivendo Manre, um dos soldados do acampamento de Abraão (Zé Carlos Machado).
Na conversa, Danilo Sacramento falou do amor que sente pelo filho: “Um amor tão grande que dói por não caber no peito”. Ele também comentou sobre as mudanças na vida após a descoberta de que seria pai e das preocupações com o futuro do pequeno. “Hoje as crianças vivem pelas telas realidades falsas”, declarou.
Como foi sua relação com seu pai durante a infância? Ele incentivou sua carreira?
Meu pai sempre me apoiou em tudo que quis fazer desde quando eu era pequeno. Minha carreira de ator começou aos 30 anos de idade. Antes fui atleta de esportes radicais, empresário, produtor de eventos, vídeo repórter, apresentador e por aí vai. Mesmo que, talvez ele não achasse que algumas escolhas eram as melhores, ele sempre me deixou livre para decidir meu caminho e me dava suporte no que estivesse ao seu alcance. Infelizmente ele só acompanhou o início da minha carreira.
Você foi um rapaz que se imaginou sendo pai?
Nunca me imaginei pai. Na verdade, nem sabia se queria ser. Sempre fui livre e com uma mente jovem. A vontade de ser pai chegou com a idade. Quando estava me aproximando dos 45 anos me dei conta que estava no limite. Fiz contas e percebi que se demorasse muito para resolver, seria um “pai avô”. Acreditava que deveria viver essa experiência. Mas se demorasse mais já não teria a mesma energia e disposição para acompanhar o crescimento do meu filho. Aí decidi que era a hora certa. O Davi nasceu quando eu tinha 45.
Como aconteceu a descoberta que seria pai?
Eu tinha acabado de chegar num hotel em Paulínia onde estava gravando uma série. Minha esposa me ligou chorando dizendo que suspeitava estar grávida, que tinha feito um teste, mas o resultado estava muito fraquinho. Eu iria ficar uma semana gravando. Falei para ela se acalmar, não contar pra ninguém e esperar eu voltar para fazermos um novo teste. Foi uma semana meio sem saber o que pensar. Segurando para a ficha não cair. Quando voltei, antes de chegar em casa, passei na farmácia e comprei um teste. Aí vimos que realmente ela tinha engravidado. Foi um turbilhão de emoções na hora, fiquei muito feliz!
A paternidade mudou muita coisa na sua vida?
Mudou tudo. Ela mostra um tipo de amor que você só conhece experimentando a paternidade. Algo que não adianta explicar. Um amor tão grande que dói por não caber no peito. E você passa a entender melhor seus pais, o ser humano. Mas muda a forma de pensar sim. Quando era só eu, ou mesmo eu e minha esposa, tudo se dava um jeito. Agora você quer ter certezas, garantias. Até me cuidar melhor para ter mais longevidade e energia e acompanhar ao máximo a vida dele. Me preocupa como criar da maneira certa, passar princípios e valores, mostrar um caminho além desse que o mundo está afundando hoje, que é essa escravidão das telas e redes sociais.
Você atualmente está contratado pela Record e gravando um projeto, como concilia as gravações e a atenção ao seu filho?
A série que estou gravando está sendo feita com muito preciosismo e cuidado. Então não estamos em ritmo de novela. São poucas cenas por dia para serem bem trabalhadas. Meu personagem também não aparece tanto. Com isso, estou tendo bastante tempo pro meu filho.
Quais as atividades que mais gosta de fazer junto com ele?
Ele ainda tem apenas 3 anos. Não pratica muitas atividades como esportes além da natação que faz desde os 6 meses. Estamos esperando ele completar quatro anos pra colocá-lo em aulas de músicas e no Karatê, um esporte que sou faixa preta. Mas eu amo levá-lo de bicicleta para a escola todos os dias. Vamos cantando, paramos em árvores frutíferas no caminho, é um momento nosso. Eu costumo entrar em todas as brincadeiras que ele propõe. Ele adora assistir filmes e vou apresentando os clássicos que fizeram parte da minha infância. Ele adora “a sessão cinema”.
Como você enxerga a relação das crianças de hoje em dia com as telas?
Acho perigosíssima essa relação. Hoje as crianças vivem pelas telas realidades falsas. Não entendo muito desses jogos atuais, mas vejo que estão cada vez mais no virtual do que experimentando o real. Tudo fica nesse mundo virtual onde se projetam em imagens falsas de outros que se escondem atrás dos teclados fingindo serem algo que não são. Por isso tanta depressão e ansiedade. Falta verdade na vida. Claro que estou falando de” telas”, não do cinema e obras áudio visuais que são a sétima arte. E essa tsunamis de IA chegando me assusta mais ainda. Hoje ninguém mais sabe um caminho sem olhar o gps, ninguém sabe um número de telefone de cor, sabe fazer uma conta de cabeça. O cérebro é um músculo que precisa ser exercitado. Agora com a IA pensando por você vamos parar onde? Tenho medo do mundo que eles vão crescer.


