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Advogado detalha limites para Luana Piovani e Scooby ao expor filhos online

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O mais recente capítulo da disputa entre Luana Piovani e Pedro Scooby dominou as redes sociais após declarações públicas sobre a rotina e os cuidados com a saúde dos filhos. A discussão entre os famosos despertou a atenção da internet e levantou um alerta que vai além do mundo das celebridades: até onde vai o direito dos pais de expor a intimidade e as fragilidades das crianças na web?

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De acordo com o advogado especialista em Direito de Família, Fernando Félix, buscar apoio dos seguidores não pode se sobrepor aos direitos dos menores.

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“Filho não é conteúdo de rede social. Quando um conflito familiar é exposto na internet, a prioridade da lei é proteger a criança e não alimentar a curiosidade dos adultos”, destacou o especialista.

Embora compartilhar fotos de passeios e datas comemorativas seja comum, a linha é cruzada quando o assunto envolve relatórios de saúde, diagnósticos ou detalhes da rotina escolar. O especialista alerta que esse excesso traz riscos imediatos de segurança e danos futuros.

“A internet tem memória permanente. Um detalhe íntimo sobre a saúde ou o comportamento de uma criança divulgado hoje pode gerar constrangimento na escola e persegui-la por toda a vida”, afirmou Fernando Félix.

Mesmo em momentos de raiva ou desabafo, o tribunal das redes sociais nunca é o local apropriado para resolver divergências parentais, segundo o advogado.

“Muitas vezes a postagem serve apenas para atingir a reputação do outro responsável ou ganhar engajamento. Usar a imagem do próprio filho como munição em uma discussão virtual viola diretamente a proteção integral que a lei garante à criança”, afirmou o advogado.

Essa superexposição pode gerar sérias consequências na Justiça. Segundo Fernando, pais que ultrapassam os limites legais podem receber ordens para apagar conteúdos imediatamente, arcar com multas diárias pesadas e responder a pedidos de indenização por danos morais revertidos para o próprio filho. Em situações mais graves, a atitude pode impactar diretamente disputas sobre guarda e regimes de convivência.

O outro genitor não precisa ficar de mãos atadas diante da superexposição do filho na internet e pode recorrer à Justiça para estancar as publicações.

“Quem discorda da exposição do filho tem respaldo jurídico para exigir medidas urgentes de proteção. O caminho correto é buscar a via judicial de forma discreta, sem transformar o processo em um novo espetáculo público”, explicou Fernando Félix.

“O cuidado verdadeiro com as crianças se demonstra na discrição e no respeito, e não na vitrine das redes sociais”, resumiu o jurista.

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