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Fobia, desafetos e cachê: Fernanda Lacerda, a Mendigata, relembra o Pânico

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Fernanda Lacerda contou que a fama como Mendigata trouxe oportunidades, mas também medo de aglomerações e problemas de saúde relacionados ao estresse. (Foto: Instagram)

Fernanda Lacerda teve a vida completamente transformada ao interpretar a Mendigata, uma das personagens mais populares do antigo Pânico na TV. O sucesso repentino trouxe fama, dinheiro e oportunidades profissionais, mas também deixou marcas na vida da modelo e influenciadora.

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Em entrevista exclusiva ao quadro Conta Para o Pasin, Fernanda falou sobre os bastidores do humorístico e contou que chegou a desenvolver problemas de saúde por causa da pressão que enfrentava.

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“Tudo na vida tem um lado bom e outro ruim, acredito. A Mendigata mudou completamente a minha vida. De um dia para o outro, tudo mudou”, recorda.

Fernanda relatou que a popularidade foi tão intensa que, em certo momento, começou a temer frequentar lugares públicos e desenvolveu fobia de aglomerações.

“Na primeira semana em que apareci, por o Pânico ser muito popular, eu passava na rua e as pessoas já buzinavam e gritavam. Teve uma época em que eu não conseguia nem andar no shopping. As pessoas se aglomeravam, e comecei a ter sociofobia: sentia medo, uma fobia de estar em lugares públicos”, contou.

Doença por estresse

A pressão nos bastidores também trouxe consequências. Fernanda afirmou que desenvolveu psoríase enquanto trabalhava no programa e relacionou o problema ao estresse e às cobranças profissionais.

“A direção cobrava bastante da gente. A pressão era realmente forte. Houve uma época em que tive até psoríase, que é totalmente emocional. Desenvolvi uma doença autoimune por causa do meu psicológico. Estresse. Meu corpo estava pedindo socorro, gritando”, desabafou.

Cachê no auge

Apesar das dificuldades, Fernanda reconhece que a personagem mudou sua situação financeira. Ela contou que recebia um salário de aproximadamente R$ 3 mil no programa, mas ampliava os ganhos com campanhas publicitárias e presenças VIP.

“No início, ganhei um dinheiro que nunca tinha recebido na vida. A TV era uma vitrine, com salário registrado e CLT. Mas também fazíamos muita publicidade e presença VIP”, explicou.

A ex-Mendigata disse ainda que chegou a faturar R$ 100 mil em um único mês, quando posou nua para uma revista masculina.

“Na época em que fiz a Playboy, teve um mês em que eu fazia tardes de autógrafos e muitas presenças, e ganhei 100 pau no mês. Naquele tempo era muito. Uma loucura”, afirmou.

Desafetos no passado

Mesmo após os momentos difíceis e os desentendimentos nos bastidores, Fernanda afirma que não guarda ressentimentos. Para ela, a experiência teve saldo positivo, sobretudo porque conseguiu transformar a própria vida e a de sua família.

“Pânico não sobreviveria hoje”

Na entrevista, a modelo também opinou sobre a possibilidade de o formato do Pânico ter espaço na televisão atual. Na avaliação dela, o humorístico dificilmente resistiria às mudanças de comportamento da sociedade.

“O Pânico não se encaixa no modelo em que vivemos hoje. Se naquela época já enfrentou muitos processos, imagine agora, com essa militância em que não se pode fazer piada de nada. O Pânico não sobreviveria nos dias de hoje”, avaliou.

Confira a entrevista completa de Fernanda Lacerda ao quadro Conta Para o Pasin.

Tags: televisão

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