O Banco do Brasil vive um momento de forte retração e acaba de ser expulso do ranking das 500 marcas mais valiosas do mundo. Segundo dados da consultoria inglesa Brand Finance e do portal Investidor10, a instituição perdeu o selo de prestígio global em 2025, deixando o Itaú (ITUB4) como o único representante brasileiro na lista. No início do ano passado, o BB ainda ocupava a 467ª posição, com sua marca avaliada em US$ 5,2 bilhões, mas não sustentou o posto na atualização mais recente.
A queda não se limitou à imagem internacional e atingiu em cheio o bolso dos acionistas. Em apenas um ano, o banco perdeu R$ 13,5 bilhões em valor de mercado, o que provocou um tombo na lista das maiores empresas da B3, onde a estatal despencou da 6ª para a 11ª posição. Com isso, o banco também deixou de figurar no seleto grupo das dez companhias mais valiosas da bolsa brasileira.
De acordo com informações do portal Investidor 10, o declínio foi impulsionado por uma combinação de resultados financeiros mais magros e riscos externos. O banco viu seus números encolherem devido ao avanço da inadimplência no agronegócio, o que exigiu um aumento nas provisões de segurança. Somado a isso, o mercado reagiu negativamente ao fato de o BB ser apontado como o banco nacional mais vulnerável a possíveis sanções da Lei Magnitsky, aplicada pelos Estados Unidos contra autoridades envolvidas em irregularidades.
O cenário turbulento fez com que muitos analistas retirassem a instituição de suas recomendações de investimento. Embora a Brand Finance tivesse destacado a “estabilidade e confiabilidade” histórica do Banco do Brasil em relatórios anteriores, a crise no campo e as incertezas regulatórias acabaram pesando mais, resultando na perda de espaço tanto no ranking global de marcas quanto nas preferências do mercado financeiro.

