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Brasileira que vive na Síria relata onda de violência e incertezas em Rojava ao Metrópoles

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Manifestantes curdos marcham em Rojava por paz e proteção (Foto: Instagram)

Uma brasileira que vive na Síria conversou com o Metrópoles para relatar a recente escalada de violência e o clima de incerteza que tomou conta da região conhecida por curdos como Rojava. De acordo com o depoimento obtido pelo Metrópoles, a convivência cotidiana foi marcada por ataques esporádicos, interdições de estradas e um ambiente de apreensão entre a população local. Essa brasileira descreve como o conflito afetou diretamente o dia a dia das comunidades que, até então, buscavam se organizar em uma estrutura semi-autônoma.

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No relato, a brasileira conta que nos últimos meses houve um aumento no número de explosões, operações militares e patrulhas armadas pelas forças de segurança sírias e por milícias locais. Ela explica que, apesar de Rojava ter conquistado certa estabilidade política após a eclosão da guerra civil na Síria, essa conquista tem sido fragilizada por confrontos pontuais. Segundo a entrevistada, muitas famílias tiveram de deslocar-se às pressas, abandonando plantações e pequenos comércios, em função de ordens de evacuação e bloqueios nas rotas de fuga.

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Rojava, oficialmente referida como Federação Democrática do Norte da Síria, surgiu após 2012 com um modelo de governança inspirado em princípios de autogestão, igualdade de gênero e democracia de base. A região abriga vários grupos étnicos, com destaque para os curdos, que implementaram conselhos locais e unidades de proteção popular. Essa estrutura, entretanto, convive com a sobreposição constante de interesses de forças estatais e milícias, o que tem gerado episódios de tensão e choque de autoridade.

A brasileira ressalta que, nas últimas semanas, houve troca de tiros entre patrulhas fronteiriças e unidades de guarda; a utilização de drones para vigilância tornou-se mais frequente; e postos de controle foram reforçados. Segundo ela, a incerteza se espalhou a tal ponto que escolas e hospitais funcionam em sistema de rodízio, para evitar maiores riscos à população. Essa dinâmica de insegurança compromete o acesso a serviços básicos e propicia um cenário de medo constante.

O impacto na vida das pessoas é visível: mercados tiveram estoque reduzido, a colaboração entre vizinhos tornou-se mais rígida e o fluxo de insumos médicos ficou comprometido. A brasileira explica que, mesmo em meio às dificuldades, muitas comunidades buscam manter viva a rede de cooperação mútua que se fortaleceu desde 2015. Organizações humanitárias internacionais têm apoiado com remédios e alimentos, mas esbarram em restrições de mobilidade e burocracia.

Para a brasileira, o principal desafio agora é preservar a esperança de uma convivência pacífica em Rojava. Ela avalia que o futuro da região dependerá da capacidade de negociação entre curdos, autoridades sírias e demais atores locais, além do apoio de instituições multilaterais. Enquanto isso, o cotidiano segue marcado pela vigilância em cada trajeto, pela incerteza quanto ao próximo dia e pelo esforço coletivo para sustentar as conquistas sociais alcançadas mesmo em meio ao fogo cruzado.

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