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Governo do Paquistão diz que ataques contra o Afeganistão que mataram mais de 100 foram em “legítima defesa”

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Enterro de vítimas afegãs após bombardeios paquistaneses na fronteira (Foto: Instagram)

O governo do Paquistão afirmou que os recentes ataques transfronteiriços contra o Afeganistão, responsáveis pela morte de mais de 100 pessoas, configuraram uma ação de “legítima defesa”. Segundo nota oficial divulgada em Islamabad, as operações visaram alvos de grupos armados que, de acordo com as autoridades, realizavam disparos e atentados em solo paquistanês. O comunicado destaca que houve investigações prévias para verificar a veracidade das ameaças e que todas as medidas adotadas seguiram protocolos militares internos.

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Em Cabul, a reação do governo afegão foi de veemente reprovação. O Ministério das Relações Exteriores do Afeganistão emitiu declaração na qual classifica os bombardeios como violações da soberania nacional e apela para a mediação de organismos internacionais. Diplomatas afegãos instaram o Paquistão a apresentar provas concretas das supostas bases usadas pelos atacantes dentro do território afegão, afirmando que a população civil tem sido a principal vítima dessas hostilidades.

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Essas ações marcam mais um capítulo nas tensões históricas entre os dois vizinhos, cujo limite territorial foi definido há mais de um século. A região de fronteira, delimitada pela Durand Line desde 1893, tem sido palco de confrontos frequentes entre forças estatais e grupos insurgentes, que exploram a topografia montanhosa para cruzar a divisa. O governo do Paquistão reforçou que os bombardeios foram calibrados para atingir apenas estruturas suspeitas, buscando minimizar danos colaterais, mas reconheceu a possibilidade de impactos não intencionais sobre comunidades próximas.

De acordo com fontes oficiais de Islamabad, as operações começaram quando baterias de artilharia paquistanesas registraram disparos contínuos de morteiros contra vilarejos na província de Khyber Pakhtunkhwa. Em resposta, aeronaves de combate e unidades de infantaria pesada foram mobilizadas para desarticular supostos acampamentos insurgentes. O porta-voz do Exército do Paquistão também declarou que, após a abordagem, foram encontradas armas, munições e depósitos de suprimentos, indicando preparo para novos ataques.

No âmbito do direito internacional, países costumam invocar o princípio da legítima defesa, previsto no artigo 51 da Carta das Nações Unidas, para justificar ações militares preventivas. O governo do Paquistão sustenta que agiu em conformidade com esse dispositivo, visto que as hostilidades em seu território representavam ameaça imediata. Especialistas apontam que a disputa sobre a fronteira e as acusações mútuas alimentam um ciclo de retaliações, tornando urgente o diálogo bilateral ou o envolvimento de mediadores neutros para evitar escaladas maiores.

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