
Ex-príncipe detido em inquérito sobre ligações a Jeffrey Epstein (Foto: Instagram)
Na semana passada, o ex-príncipe foi detido pelas autoridades como parte de uma apuração sobre sua suposta ligação com Jeffrey Epstein, o financista norte-americano condenado por tráfico sexual de menores. A prisão ocorreu após a análise de documentos e testemunhos que teriam apontado encontros frequentes e transações financeiras entre o investigado e o empresário.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Segundo fontes ligadas ao processo, o ex-príncipe passou por exame de custódia e teve os direitos de defesa garantidos, incluindo acesso a um advogado de sua escolha. Os investigadores buscam esclarecer se houve participação ativa em atividades ilícitas de Jeffrey Epstein ou se o envolvimento se limitou a relações sociais e eventuais doações a instituições com as quais o financista mantinha vínculos.
++ Homem viveu mais de 40 anos isolado na selva sem saber da existência das mulheres
Jeffrey Epstein ganhou notoriedade internacional ao ser acusado, em 2008, de tráfico sexual de menores na Flórida, e depois novamente em 2019 por envolvimento em uma rede de aliciamento de jovens para exploração sexual. Condenado e preso, Epstein morreu em agosto daquele ano, enquanto aguardava novo julgamento em Nova York. Seu patrimônio e contatos de alto escalão motivaram uma série de investigações ao redor do mundo, envolvendo políticos, empresários e membros de famílias reais.
As apurações sobre figuras que passaram pelos círculos de confiança de Jeffrey Epstein costumam incluir análise de registros bancários, e-mails, mensagens de texto e depoimentos de supostas vítimas. No caso do ex-príncipe, há relatos de que imóveis de luxo e passagens aéreas teriam sido cedidos ou custeados em eventos privados organizados pelo financista. Investigadores afirmam que ainda não está completamente definido se esses atos configuram crimes de lavagem de dinheiro ou cumplicidade em crimes sexuais.
A prisão do ex-príncipe e o andamento das diligências podem ter implicações diplomáticas caso ele possua imunidade ou privilégios decorrentes de sua origem. Especialistas em direito internacional salientam que processos envolvendo figuras de famílias reais ou nobres europeias costumam exigir cooperação mútua entre promotorias e forças policiais de diferentes países, além de trâmites junto a cortes superiores para liberação de provas.
Em termos práticos, a investigação deve seguir um cronograma de etapas regulamentadas por normas de direito penal e processual, incluindo o relatório de audiência, apresentação de provas e eventual solicitação de extradição ou transferência de custódia, conforme a jurisdição em que o ex-príncipe permanecer preso. A assessoria de imprensa ligada ao investigado ainda não emitiu posicionamento oficial sobre pedidos de habeas corpus ou retratação de eventuais depoimentos.
O caso do ex-príncipe insere-se em um conjunto de ações judiciais que buscam responsabilizar pessoas associadas a Jeffrey Epstein, demonstrando a capacidade dos sistemas legais de rastrear conexões globais. O desenrolar desse processo poderá revelar a extensão do esquema estabelecido pelo financista e confirmar se o investigado teve papel ativo nos episódios de tráfico sexual ou se figurou apenas como convidado de luxo nas redes criadas por Epstein.


