
Mandatário dos EUA defende sanções contra o Irã durante o discurso sobre o Estado da União (Foto: Instagram)
O Governo iraniano reagiu publicamente após o presidente Donald Trump mencionar, em seu discurso sobre o Estado da União, a relação bilateral com o Irã. Em comunicado oficial, a autoridade iraniana destacou que comentários realizados em Washington não contribuem para a estabilidade regional e reiterou postura de defesa de seus interesses nacionais.
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Em sua fala no Congresso dos Estados Unidos, Trump abordou brevemente o relacionamento diplomático entre Washington e Teerã, ressaltando desafios de segurança e a importância de manter sanções econômicas ativas. Sem detalhar novas medidas concretas, o presidente sublinhou o histórico de rivalidade e apelou à comunidade internacional para conter o que classificou como “ações agressivas” do Irã.
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Segundo a nota do Governo iraniano, as declarações de Trump foram consideradas “unilaterais” e desprovidas de vontade de diálogo construtivo. A autoridade em Teerã afirmou que o país mantém canais diplomáticos ativos com diversos parceiros e que continuará a buscar acordos multilaterais. Além disso, o Governo iraniano advertiu que pressões econômicas podem gerar reação proporcional, reforçando sua posição de resistência contra embargos e restrições externas.
O discurso sobre o Estado da União é uma apresentação anual em que o chefe de governo americano expõe metas, realiza balanço de políticas internas e traça a estratégia de relações exteriores. Tradicionalmente, é um momento de grande repercussão política, pois define prioridades legislativas e sinaliza intenções de cooperação ou confronto com outras nações. No último pronunciamento, Trump dedicou parte do tempo a temas como segurança na fronteira, inflação e rivalidades geopolíticas.
O histórico de tensões entre Estados Unidos e Irã remonta à Revolução Iraniana de 1979, quando Teerã rompeu laços com Washington e adota postura antiocidental. Em 2015, o acordo nuclear (JCPOA) estabeleceu restrições ao programa atômico iraniano em troca do alívio de sanções, mas em 2018 a administração Trump decidiu se retirar do pacto, retomando medidas punitivas sobre o país. Desde então, conflitos indiretos no Golfo Pérsico e disputas diplomáticas têm marcado as relações bilaterais, cenário em que novas declarações de ambos os lados continuam a repercutir internacionalmente.


