Satoru Takaba preservou o apartamento onde sua esposa foi morta sem alterar nenhum objeto, entre 1999 e 2025, na cidade de Nagoya, Japão, por acreditar que a manutenção da cena do crime original permitiria que a justiça finalmente identificasse o culpado. A estratégia de persistência culminou na prisão de Kumiko Yasufuku, ex-colega de trabalho do viúvo, identificada após a reabertura do caso com novas tecnologias genéticas.
Em 13 de novembro de 1999, Namiko Takaba, de 32 anos, foi brutalmente assassinada dentro de seu apartamento enquanto cuidava do filho de dois anos. Na ocasião, a perícia encontrou vestígios de sangue e pegadas de uma terceira pessoa, mas a investigação estagnou após ouvir mais de 5 mil suspeitos sem sucesso. Satoru Takaba, embora tenha se mudado para criar o filho, decidiu manter o aluguel do imóvel e proibiu qualquer limpeza ou alteração no local, transformando o apartamento em uma cápsula do tempo para garantir que nenhuma prova fosse perdida.
A persistência de Takaba acompanhou mudanças estruturais no sistema jurídico japonês. Em 2010, o país aboliu o prazo de prescrição para homicídios graves, impedindo que o caso fosse oficialmente encerrado por decurso de tempo. Com o avanço das técnicas de análise de DNA, a polícia de Nagoya reabriu o inquérito em 2025, submetendo as amostras colhidas na década de 90 a novos testes de alta precisão.
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Os resultados apontaram para Kumiko Yasufuku, que trabalhava com Satoru na época do crime. Diante das novas evidências científicas, a suspeita confessou o assassinato, encerrando um hiato de 26 anos de impunidade.


