A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi eleita na última quarta-feira (11), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. O colegiado foi instalado no mesmo dia na Câmara dos Deputados.
Após o resultado da votação, Hilton discursou sobre as prioridades da gestão e destacou a importância de avançar em projetos voltados à proteção das mulheres e ao enfrentamento da violência de gênero.
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Durante a fala, a parlamentar citou o debate sobre conteúdos “red pill” na internet e defendeu a discussão sobre a regulação de plataformas digitais para combater discursos misóginos.
Primeira mulher trans a ocupar a presidência da comissão, Hilton afirmou que pretende conduzir o colegiado com foco em todas as mulheres. “Vamos aqui discutir projetos, vamos aqui discutir a vida das mulheres, vamos aqui lembrar sim que, queira ou não queira, mulheres e trans e travestis não serão abandonadas nessa discussão e não me importa a vontade de quem quer que seja”, declarou.
A deputada também mencionou decisões do Supremo Tribunal Federal e falou sobre a presença de pessoas trans em espaços de poder. “Há uma determinação no STF e se antes espezinhavam os nossos direitos, se antes esmagavam a nossa dignidade sem que nós pudéssemos estar aqui de igual para igual, defendendo nosso lugar no mundo este tempo acabou. Nós chegamos aqui, chegamos para ficar e chegamos para fazer uma reparação histórica”, afirmou.
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Além de Hilton, também foram eleitas para a mesa da comissão as deputadas Laura Carneiro (PSD-RJ), como primeira vice-presidente; Adriana Accorsi (PT-GO), como segunda vice-presidente; e Socorro Neri (PP-AC), como terceira vice-presidente.


