
Pressão militar dos EUA sobre o Irã (Foto: Instagram)
O presidente Donald Trump ameaçou destruir usinas do Irã se o Estreito de Ormuz não for reaberto em 48 horas, segundo declaração divulgada nesta semana. Na fala, Trump ressaltou que a interrupção no tráfego pela passagem estratégica afeta diretamente o comércio global de petróleo e que Washington adotará medidas militares caso o bloqueio persista além do prazo estipulado. A ameaça ocorre em meio ao recrudescimento das tensões entre Estados Unidos e Irã nos últimos meses.
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Autoridades iranianas reagiram com veemência à declaração de Trump, classificando-a como “declaração de guerra” e prometendo adotar resposta à altura. Portas-vozes do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmaram que qualquer ação agressiva contra instalações civis será considerada um ataque direto ao território nacional. As lideranças de Teerã também advertiram que a segurança do Estreito de Ormuz será garantida pelas forças iranianas, caso ocorra intervenção externa.
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O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, por onde circula aproximadamente 20% do tráfego global de petróleo. Localizado entre o sul do Irã e a costa de Omã, o canal tem largura de cerca de 60 quilômetros em seu ponto mais estreito, o que dificulta manobras de grandes navios-petroleiros. Qualquer interrupção prolongada pode provocar alta imediata nos preços dos combustíveis e abalar economias dependentes da importação de energia.
As medidas de Trump ocorrem em um contexto de escalada da rivalidade entre Washington e Teerã, intensificada após a saída dos Estados Unidos do Acordo Nuclear de 2015 (JCPOA) e a reimposição de sanções econômicas contra o Irã. Desde então, navios-espiões e grupos navais norte-americanos têm patrulhado a região, ao passo que o Irã realizou exercícios militares próximos ao Estreito de Ormuz e advertiu sobre a possibilidade de restringir o tráfego marítimo em retaliação ao embargo.
Especialistas em relações internacionais apontam que uma ação militar contra usinas iranianas poderia provocar uma crise energética global, diante da dependência de vários mercados de petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz. Países da União Europeia, China, Japão e Índia acompanham com preocupação as declarações de Trump, pois eventuais confrontos navais podem interromper o fluxo de combustíveis e afetar a estabilidade econômica mundial.
Na história recente, já houve episódios de bloqueio e ataque a petroleiros na região durante a Guerra Irã-Iraque (1980–1988) e em atritos posteriores, mas nunca houve ameaça direta de bombardear instalações em território iraniano caso a passagem fosse mantida fechada. Desta vez, com Trump impondo prazo de 48 horas, cresce a apreensão sobre os riscos de um conflito aberto no Estreito de Ormuz.


