
Giorgia Meloni reage a deepfakes sexualizados e reforça alerta contra desinformação online (Foto: Instagram)
Giorgia Meloni, a primeira-ministra da Itália, foi alvo de uma série de deepfakes sexualizados criados por opositores. As imagens mostravam Meloni sentada em uma cama, vestindo apenas lingerie, e receberam comentários nas redes sociais, descrevendo sua aparência como “vergonhosa e indigna do cargo que ocupa”.
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Em resposta, Meloni manteve uma postura irônica e firme: “Devo admitir que quem as criou, pelo menos no caso anexado, também me melhorou bastante”. Ao divulgar as imagens, ela alertou sobre os perigos de compartilhar conteúdos online sem verificar sua autenticidade, lembrando que deepfakes são ilegais na Itália.
A Itália foi pioneira na União Europeia ao criminalizar o uso de deepfakes com intenção de prejudicar alguém. A legislação, aprovada em 2025, prevê punições para quem criar imagens ou vídeos sexualizados com inteligência artificial com o objetivo de causar dano.
Este não é o primeiro incidente envolvendo Meloni. Em 2024, ela processou dois homens por €100.000 por divulgarem vídeos falsos dela em um site pornográfico nos EUA. Imagens manipuladas de mulheres conhecidas têm circulado frequentemente, tornando o alerta da primeira-ministra ainda mais relevante.
Meloni comentou sobre os novos deepfakes: “Verifique antes de acreditar, e acredite antes de compartilhar. Porque hoje está acontecendo comigo; amanhã pode acontecer com qualquer pessoa. Deepfakes são uma ferramenta perigosa, pois podem enganar, manipular e atingir qualquer um. Eu posso me defender. Muitos outros não”.
O caso ilustra como a tecnologia, quando mal utilizada, pode impactar tanto figuras públicas quanto cidadãos comuns, reforçando a necessidade de cuidado e responsabilidade na internet.


