O austríaco Adam Rainer entrou para a história da medicina por um motivo considerado único até hoje. Ele foi a única pessoa já registrada a desenvolver nanismo e gigantismo ao longo da vida.
Nascido em Graz, na Áustria, em 1899, Adam passou a juventude sendo considerado extremamente baixo. Aos 18 anos, media cerca de 1,30 metro de altura e chegou a ser impedido de servir ao exército durante a Primeira Guerra Mundial por ser considerado “pequeno demais”.
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Apesar da baixa estatura, médicos já observavam características incomuns em seu corpo, principalmente nas mãos e nos pés, que apresentavam tamanho desproporcional.
Tudo mudou após os 21 anos, quando Adam começou a crescer de forma acelerada e inesperada. Em cerca de dez anos, ele ultrapassou os 2 metros de altura e chegou a medir aproximadamente 2,18 metros.
Posteriormente, os médicos descobriram que ele sofria de acromegalia, condição rara causada por um tumor na glândula pituitária, responsável pela produção de hormônios ligados ao crescimento.
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Com o avanço da doença, Adam passou a enfrentar graves problemas de saúde. Sua coluna sofreu deformações severas, ele perdeu parte da visão e acabou ficando acamado nos últimos anos de vida.
Os médicos chegaram a realizar uma cirurgia para remover o tumor responsável pelo crescimento descontrolado. O procedimento conseguiu desacelerar parcialmente a condição, mas os danos já eram irreversíveis.
Robert Wadlow, considerado o homem mais alto já registrado, atingiu 2,72 metros de altura. Já Khagendra Thapa Magar ficou conhecido por medir apenas 67,8 centímetros antes de morrer em 2020. Mesmo assim, nenhum caso chamou tanto a atenção da medicina quanto o de Adam Rainer.
Ele morreu em 1950, aos 51 anos, medindo cerca de 2,40 metros de altura. Até hoje, nenhum outro caso semelhante foi registrado.


