
Vista aérea de Gavião Peixoto, município paulista campeão no IPS Brasil 2026. (Foto: Instagram)
O nome pode não ser muito conhecido, mas Gavião Peixoto alcançou novamente o topo de um dos mais abrangentes levantamentos sobre qualidade de vida no Brasil. Na edição 2026 do Índice de Progresso Social, o município paulista conquistou o 1º lugar nacional pelo terceiro ano consecutivo, alcançando 73,10 pontos em uma escala de 0 a 100.
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O ranking avaliou os 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais. O objetivo do IPS Brasil é medir o progresso social em três grandes dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades. Isso abrange áreas como saúde, educação, saneamento, habitação, segurança, acesso à informação, inclusão e condições ambientais.
Gavião Peixoto está localizada no interior de São Paulo, na região de Araraquara. Com menos de 5 mil habitantes, a cidade tem uma história relativamente recente como município independente: foi elevada à categoria de município em 1995 e oficialmente instalada em 1997, após se desmembrar de Araraquara. Antes disso, sua formação estava ligada à ferrovia, ao cultivo de café e aos núcleos coloniais que povoaram a região.
O que torna o caso ainda mais interessante é o contraste entre o ritmo de cidade pequena e a presença de uma estrutura industrial de alta tecnologia. Desde 2001, Gavião Peixoto abriga operações da Embraer, especialmente relacionadas à montagem, testes e desenvolvimento de aeronaves. O aeródromo local é famoso por sua pista de cerca de 4.967 metros, uma das maiores das Américas, usada para ensaios e certificações.
A liderança de Gavião Peixoto não veio isolada. Entre as 20 cidades com melhor pontuação no IPS Brasil 2026, 12 estão no Estado de São Paulo. Além dela, destacam-se municípios como Jundiaí, Osvaldo Cruz, Pompéia, Itupeva, Rafard, Adamantina, Ribeirão Preto, Barra Bonita, Araraquara e Águas de São Pedro.
Curitiba foi a capital mais bem colocada no levantamento, ocupando o 5º lugar no ranking geral. Entre as capitais, superou Brasília, São Paulo, Campo Grande e Belo Horizonte.
No outro extremo, o levantamento revela uma forte concentração de baixos resultados no Norte do país, especialmente no Pará e em Roraima. Uiramutã, em Roraima, ficou na última posição nacional, seguida por Jacareacanga, no Pará, e Alto Alegre, também em Roraima. A diferença entre os extremos demonstra como o acesso a serviços básicos, oportunidades e infraestrutura ainda varia bastante de uma região para outra no Brasil.


