O nome de Giliard Vidal dos Santos apareceu entre os alvos da Operação Vérnix após investigadores apontarem movimentações milionárias consideradas incompatíveis com sua realidade financeira declarada. Segundo relatório do Ministério Público de São Paulo, o filho adotivo de Deolane Bezerra teria movimentado mais de R$ 11 milhões nos últimos anos, mesmo sem possuir histórico empresarial consolidado ou renda formal compatível com os valores identificados.
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Somente em 2023, de acordo com a investigação, Giliard movimentou cerca de R$ 6,2 milhões. Os investigadores afirmam que o padrão financeiro identificado apresenta características típicas de operações de lavagem de dinheiro, incluindo ocultação, pulverização e dispersão de recursos.
“O fato de Giliard movimentar cifras multimilionárias apesar de não possuir renda declarada compatível indica que sua conta pode estar sendo utilizada como canal de dispersão”, aponta um trecho do relatório.
Segundo o documento, apesar de ter recebido mais de R$ 7,1 milhões em créditos, o investigado teria enviado aproximadamente R$ 11,17 milhões em débitos, gerando um déficit operacional considerado incomum para alguém sem atividade econômica robusta.
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O Ministério Público suspeita que as contas dele possam ter sido utilizadas como “ponte” para circulação de valores ligados ao núcleo empresarial investigado na operação.
A investigação também afirma que empresas ligadas a Deolane apresentariam “características estruturais de veículos de lavagem de dinheiro”.
A influenciadora foi presa na quinta-feira (21), acusada de envolvimento em um esquema que, segundo as autoridades, utilizava uma transportadora de fachada ligada ao Primeiro Comando da Capital para movimentação e ocultação de recursos ilícitos.
A defesa dos investigados afirmou que ainda está analisando os autos do processo.


