No último final de semana, a empresária Roberta Luchsinger chamou a atenção do país ao fazer sérias acusações contra o presidente Lula (PT). Em entrevista à CNN Brasil, a lobista alegou que vem sofrendo intimidações contra ela e suas filhas e ainda deu a entender que, se algo grave acontecer com sua família, o episódio poderá estar relacionado ao próprio presidente petista. Segundo Roberta, ela tem sido alvo de cerca de 50 ameaças de morte por dia.
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Na avaliação da empresária, as intimidações se intensificaram depois que Lula a chamou publicamente de “pilantra”. Ela afirmou que a declaração do presidente teria funcionado como uma espécie de autorização para que os ataques contra ela e suas familiares aumentassem. Além das denúncias, Roberta manifestou interesse em firmar um acordo de delação premiada com as autoridades.
Alvo de investigações da Polícia Federal (PF) que apuram suspeitas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e tráfico de influência, ela declarou possuir informações sobre encontros frequentes e negócios envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente, e ministros de Estado.
O Palácio do Planalto reagiu às falas por meio da Secretaria de Comunicação Social (Secom). O ministro Sidônio Palmeira classificou as declarações como uma “armação de mau-caráter” e afirmou que a preocupação de Lula com o episódio seria “zero”. Em nota, o governo declarou que o presidente desconhece os fatos narrados, nunca manteve contato com Roberta e que não existem contratos entre o governo federal e a empresária.
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O Planalto também questionou o momento em que as acusações foram divulgadas, às vésperas do segundo turno das eleições, classificando o episódio como uma tentativa de manipulação da opinião pública. A defesa de Lulinha também contestou as insinuações e afirmou que ele provará sua inocência no decorrer das investigações judiciais.


