
Após morte em cachoeira no Recanto das Emas, bombeiros reforçam sinais de alerta para evitar acidentes com cabeça d’água. (Foto: Instagram)
Segundo o CBMDF, quando o tempo fecha e o nível da água sobe, é hora de interromper o banho. Nesse domingo (1º), o fenômeno custou a vida de Joana.
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
A mudança na cor da água, a elevação do nível do rio e galhos e folhas arrastados pela correnteza são alguns dos sinais de alerta para quem frequenta cachoeiras. Após Joana Dark Rodrigues, de 59 anos, morrer arrastada por uma cabeça d’água no Recanto das Emas, nesse domingo (1º/11), o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) reforçou os cuidados que os banhistas devem tomar, sobretudo durante o período chuvoso.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
Veja as orientações:
Em entrevista, o tenente Iranildo, do CBMDF, explicou que, ao notar qualquer alteração no clima ou na força da água, a recomendação é sair imediatamente do local e buscar um ponto seguro.
Segundo o tenente, quem estiver em rios ou cachoeiras deve deixar a água sem demora ao perceber que o tempo fechou, o nível começou a subir, galhos e folhas estão sendo levados pela correnteza ou a água ficou mais barrenta. Além disso, o ideal é procurar abrigo em áreas altas.
O militar também alertou para o perigo de frequentar cachoeiras durante a temporada de chuvas. De acordo com ele, a força da correnteza pode surpreender os banhistas e dificultar que saiam da água.
O tenente reforçou que, em períodos chuvosos, deve-se evitar cachoeiras e rios, pois é grande o risco de ser surpreendido pela correnteza.
RESGATE
Outra recomendação importante é saber como agir se alguém for levado pela água. Conforme o bombeiro, tentar entrar em uma correnteza forte para salvar outra pessoa pode colocar mais vidas em perigo. Se houver segurança, a orientação é usar objetos que ajudem a alcançar a vítima sem entrar na água.
Iranildo explicou que, se for possível, alguém pode estender uma corda ou um galho para a vítima e ajudar a evitar o afogamento. Se a correnteza estiver muito forte, não se deve entrar na água; é preciso chamar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
TRAGÉDIA
A recomendação ganha ainda mais importância após a morte de Joana Dark Rodrigues, arrastada por uma cabeça d’água enquanto tomava banho na cachoeira do Monjolo, no Recanto das Emas, na tarde desse domingo (1º/10).
No local onde as buscas eram realizadas, foi possível observar as dificuldades enfrentadas pelas equipes de resgate. A região tinha várias quedas d’água íngremes e muitas rochas espalhadas pelo terreno. A correnteza forte também dificultava o trabalho dos bombeiros.
Segundo o tenente Iranildo, os bombeiros foram chamados por volta das 15h de domingo. Mergulhadores começaram imediatamente as buscas na água, enquanto drones da corporação fizeram o monitoramento aéreo e cães farejadores percorreram a área terrestre.
As buscas foram suspensas por volta das 19h de domingo por causa das condições climáticas. O corpo de Joana foi encontrado por volta das 11h30 desta segunda-feira (2/11), com a ajuda de cães farejadores.
A vítima estava em uma área de difícil acesso, a cerca de 25 minutos de caminhada do ponto em que o pedido de busca foi feito. A distância exata entre o local onde Joana foi levada e aquele em que o corpo foi encontrado não foi informada.
Joana era diarista, morava no Riacho Fundo e deixou dois filhos maiores de idade. Segundo Fabiana Jacaúna, sobrinha da vítima, ela era muito caseira e não costumava frequentar cachoeiras ou rios. Fabiana destacou que aquela foi a primeira vez que a tia esteve na cachoeira do Monjolo.
Fabiana lamentou a morte da tia e recordou os bons momentos que viveram. Ela disse que se lembrará de Joana como uma pessoa maravilhosa, de coração muito grande e muito alegre.
A prima da vítima, Marlene Silvam, de 47 anos, afirmou que a morte representa um momento de profunda tristeza para a família. Ela lembrou que Joana era muito alegre, carinhosa com os parentes e estava sempre ao lado da família quando alguém precisava.
Tags: CBMDF, cabeça d’água, cachoeira do Monjolo, Recanto das Emas, Joana Dark Rodrigues


