
Justiça britânica nega pedido para impedir divulgação de acusações contra celebridade, mas mantém sua identidade sob sigilo enquanto houver possibilidade de recurso. (Foto: Instagram)
Um caso de acusações de abuso sexual contra uma celebridade tem repercutido na imprensa do Reino Unido. A identidade do homem segue sob sigilo. Nesta terça-feira (3/11), a Justiça britânica negou o pedido do réu para impedir que as acusações fossem divulgadas pela mídia, mas manteve o anonimato enquanto ainda houver possibilidade de recurso.
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O homem é identificado no processo somente pelas iniciais PPT. Segundo o tabloide Daily Mail, ele teria “abusado de seu status” para manter “atividades sexuais impróprias e exploradoras” com mulheres e jovens por vários anos. Ele nega as acusações.
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A ação chegou à Justiça depois de a Independent Television News (ITN) e o jornal The Guardian realizarem uma investigação conjunta sobre a conduta atribuída à figura pública. Os veículos dizem ter procurado mais de 100 pessoas durante a apuração.
Para barrar a divulgação do material, PPT pediu uma liminar contra os dois veículos. O juiz Matthew Nicklin negou o pedido, avaliando que impedir a publicação seria uma restrição severa à liberdade de expressão.
Sobre a divulgação do nome, porém, o magistrado reconheceu a gravidade do caso e considerou que a identificação poderia elevar significativamente o risco de suicídio.
“[A celebridade] afirmou repetidamente que pretende tirar a própria vida caso a publicação ocorra. Essas declarações devem ser levadas a sério, principalmente devido ao seu comportamento anterior. Contudo, elas não comprovam que o suicídio seja inevitável ou que o tratamento não possa reduzir o risco”, disse.
Nicklin acrescentou que as acusações são “sérias” e podem contribuir de forma significativa para o debate público. O juiz ressaltou, no entanto, que a decisão não avaliou se as alegações contra PPT são verdadeiras.
O QUE DIZ A DEFESA DA CELEBRIDADE
A advogada Sara Mansoori KC representa PPT no processo. Ela declarou que o cliente está “muito vulnerável” e que, naquele momento, não tinha condições de orientá-la sobre uma possível tentativa de recurso.
Durante o julgamento, Mansoori afirmou que o homem nega as acusações e argumentou que a divulgação poderia causar graves consequências à saúde dele.
A defesa também questionou a alegação de interesse público feita pelos veículos. “Dizem que têm o dever de publicar, porque é substancialmente do interesse público, porém a avaliação que fazem está errada. Um jornal não tem o direito de publicar informações à custa da morte ou mutilação de um indivíduo”, declarou.
Tags: abuso sexual, acusação, Crime, Justiça, Reino Unido


