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Advogada de jovem que teve a garganta cortada denuncia irmão do suspeito

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Justiça do RN concede medida protetiva à advogada que representa jovem atacada em Umarizal. (Foto: Instagram)

A advogada Helena Belmont, que representa Clara Thaís Silva Maia, de 18 anos, atacada pelo namorado Eduardo Ronald Ferreira em Umarizal (RN), obteve na Justiça uma medida protetiva contra Edney Marlley de Souza Ferreira, irmão do suspeito. Ela se sentiu intimidada após o ataque ocorrido em 25 de outubro, depois de Clara comemorar a reeleição do presidente Lula (PT).

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Conforme o boletim de ocorrência ao qual a coluna teve acesso, o irmão mais velho de Eduardo teria enviado uma mensagem a Helena por uma rede social. Ele teria ordenado que ela parasse de falar com a imprensa e deixasse de insinuar que o crime teve motivação política.

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À Polícia Civil, Helena relatou que se sentiu gravemente intimidada com o contato. Segundo ela, Edney seria atirador, teria vínculo com um clube de tiro e acesso facilitado a armas de fogo. A advogada também afirma que ele responde a outros inquéritos policiais e que, em 2023, teria atirado no pé de um homem.

Depois da mensagem, Helena passou a temer pela própria integridade física enquanto exerce a profissão.

A Justiça do Rio Grande do Norte concedeu medidas protetivas e proibiu Edney de contatar a vítima, seus familiares e testemunhas por telefone, redes sociais, e-mail ou carta.

O direito à posse de arma dele também foi suspenso.

O caso de Clara

Clara estava na casa do namorado quando foi atacada, em 25 de outubro, pouco depois da notícia da reeleição do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo informações, a comemoração da jovem teria irritado Eduardo, que apoiava Flávio Bolsonaro.

Revoltado com o resultado das eleições, o suspeito teria ido à cozinha buscar uma faca e atingido a região do pescoço da jovem com quatro golpes.

Clara ficou gravemente ferida, foi socorrida e internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Mossoró.

Depois de passar por procedimentos cirúrgicos, apresentar melhora e ser extubada, Clara recebeu alta nessa terça-feira (3/11). Antes, ela fez um exame de broncoscopia, que permite ao médico visualizar diretamente o interior das vias aéreas.

Eduardo foi preso em flagrante no dia do crime. A prisão foi convertida em preventiva, e ele continua sob custódia.

Tags: advogada, denúncia

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