
Objeto não identificado capturado por sistema de imagem térmica, parte dos novos arquivos desclassificados pelos EUA. (Foto: Instagram)
A Casa Branca deu início a uma nova divulgação de documentos relacionados a OVNIs, UAPs e possíveis fenômenos aéreos não identificados, reavivando um tema que há décadas circula entre documentos oficiais, relatos militares, teorias populares e perguntas ainda sem respostas definitivas.
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A primeira série de documentos divulgados inclui materiais de várias partes do governo dos Estados Unidos, como arquivos do Pentágono, registros do FBI, documentos vinculados à NASA e imagens associadas a missões espaciais. De acordo com a Associated Press, o Pentágono começou a liberar novos arquivos sobre fenômenos anômalos não identificados, com a colaboração de órgãos como a Casa Branca, NASA, FBI, Departamento de Energia e o gabinete da direção nacional de inteligência.
O tema ganhou ainda mais relevância porque a divulgação foi apresentada como parte de um programa de desclassificação apoiado por Donald Trump. Em comunicado, a Casa Branca declarou: “Enquanto administrações anteriores buscaram desacreditar ou dissuadir o povo americano, o presidente Trump está focado em oferecer máxima transparência ao público, que poderá, no fim, formar suas próprias opiniões.”
Entre os destaques dos arquivos estão fotos e transcrições relacionadas às missões Apollo 12 e Apollo 17. O material inclui imagens capturadas na superfície lunar e registros de comunicação entre astronautas e operadores durante manobras espaciais.
Uma das fotos mencionadas parece mostrar três pequenos pontos no céu lunar. Isso, por si só, já foi suficiente para incendiar fóruns e comunidades dedicadas à ufologia. Além disso, os trechos das transcrições também chamaram atenção.
Durante a missão Apollo 17, um astronauta comentou: “Agora temos algumas partículas ou fragmentos muito brilhantes passando enquanto manobramos.” Em seguida, outro trecho descreve os objetos de forma mais detalhada: “Sim. Agora dá para ver alguns deles em formato. São fragmentos bem irregulares e angulares que estão girando.”
Apesar do tom intrigante, esse tipo de registro não significa automaticamente presença extraterrestre. Em missões espaciais, fragmentos, partículas de gelo, reflexos, detritos e efeitos ópticos podem criar cenas estranhas, especialmente quando observadas em ambiente sem referências visuais comuns. No entanto, a existência dessas anotações oficiais ajuda a explicar por que o tema continua tão popular.
O governo americano afirma que esta é apenas a primeira parte de uma série de divulgações. Um funcionário da Casa Branca confirmou à Fox News que novos lotes de documentos devem ser publicados em etapas, em vez de um único grande pacote.
Pete Hegseth, secretário de Guerra, escreveu no X: “O Departamento de Guerra está alinhado com o presidente Trump para trazer uma transparência sem precedentes sobre o entendimento do nosso governo a respeito dos Fenômenos Anômalos Não Identificados.”
Ele acrescentou: “Esses arquivos, escondidos atrás de classificações, há muito alimentam especulações justificadas, e está na hora de o povo americano vê-los por si mesmo.”
Segundo o New York Post, o Pentágono liberou 162 arquivos desclassificados relacionados a OVNIs, cobrindo quase 80 anos de avistamentos. A mesma reportagem destacou que o ex-diretor do escritório AARO, Sean Kirkpatrick, afirmou que os documentos não trazem revelações espetaculares, como imagens de alienígenas ou provas de tecnologia extraterrestre.
Mesmo assim, o interesse público permanece alto. Para os entusiastas, qualquer fragmento antigo, vídeo incompleto ou relatório militar pode esconder uma peça importante. Para os céticos, a maior parte desses casos costuma ter explicações mais comuns, como falhas de sensores, reflexos, aeronaves, drones, fenômenos atmosféricos ou interpretações equivocadas de imagens difíceis de analisar.
A nova divulgação coloca esses dois públicos diante do mesmo material. De um lado, documentos antes restritos. Do outro, a ausência, até agora, de uma confirmação oficial de vida alienígena ou tecnologia extraterrestre recuperada. O próprio relatório de 2024 do Pentágono sobre UAPs apontou centenas de incidentes, mas não confirmou evidências de tecnologia alienígena ou vida extraterrestre.


