A americana Rosie Ruiz entrou para a história da Maratona de Boston em 1980 após cruzar a linha de chegada em primeiro lugar entre as mulheres com um tempo considerado impressionante. O problema é que, dias depois, autoridades descobriram que ela praticamente não havia corrido a prova.
Rosie completou a maratona em pouco mais de duas horas e meia, desempenho próximo do recorde da época. No entanto, a aparência da corredora chamou atenção imediatamente. Segundo relatos, ela chegou ao fim da corrida quase sem suor, com o cabelo intacto e sem sinais de desgaste físico após percorrer mais de 42 quilômetros.
Além disso, atletas e espectadores afirmaram não se lembrar de tê-la visto ao longo do percurso.
++ Mulher morre após cirurgia ilegal em clínica clandestina na Índia
As suspeitas aumentaram quando testemunhas revelaram ter visto Rosie entrando na prova apenas nos quilômetros finais, saindo da lateral do trajeto pouco antes da linha de chegada. Dias depois, sua medalha foi oficialmente retirada.
A fraude acabou ficando ainda maior quando organizadores da Maratona de Nova York investigaram a corrida anterior usada por Rosie para se classificar para Boston. Eles descobriram que ela também havia trapaceado na prova em Nova York usando o metrô durante grande parte do percurso.
Segundo relatos da época, Rosie chegou a dizer a passageiros do metrô que havia machucado o tornozelo e queria apenas assistir ao final da corrida.
++ Jovem mata o próprio pai após descobrir segredo assustador da família
A corredora também chamou atenção por desconhecer termos básicos do atletismo. A lendária maratonista Kathrine Switzer contou que suspeitou da história ao entrevistá-la após a prova. Quando perguntou sobre seus “intervalos” de treinamento, Rosie respondeu: “O que é intervalo?”.
Investigações posteriores ainda revelaram outras mentiras envolvendo sua inscrição em competições. Segundo a Associated Press, ela teria conseguido autorização especial para participar da Maratona de Nova York após alegar falsamente ter um tumor cerebral terminal.
Anos depois, Rosie Ruiz voltou a enfrentar problemas com a Justiça por casos sem relação com o esporte. Em 1982, foi acusada de desviar dinheiro de uma empresa imobiliária e, em 1983, acabou presa por envolvimento na venda de cocaína para um policial disfarçado.


