Adhara Pérez Sánchez, jovem mexicana diagnosticada com autismo na infância, cursa mestrado aos 11 anos e passou a atuar com a Agência Espacial Mexicana em projetos voltados à exploração espacial entre jovens. A trajetória da estudante ganhou repercussão após o jornal britânico Mirror informar que ela obteve 162 pontos em um teste de QI.
A história de Adhara Pérez Sánchez começou a mudar ainda na infância. Aos três anos, ela foi diagnosticada com uma deficiência de desenvolvimento após apresentar regressão significativa na fala. Segundo a mãe da menina, Nayeli Sánchez, as dificuldades enfrentadas na escola fizeram com que a filha precisasse mudar de instituição três vezes.
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“Os professores não eram muito empáticos e ela começou a se excluir, não queria brincar com os colegas, se sentia estranha, diferente”, declarou Nayeli Sánchez à Marie Claire México.
Apesar das dificuldades no ambiente escolar, Adhara avançou rapidamente nos estudos. Ela concluiu o ensino médio antes dos sete anos e se formou em engenharia de sistemas e engenharia industrial, com especialização em matemática, pela Universidade Tecnológica do México.
Segundo o Mirror, a estudante alcançou 162 pontos em um teste de QI, número citado pelo veículo como superior ao atribuído ao físico Stephen Hawking.
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Atualmente, Adhara participa de iniciativas ligadas à Agência Espacial Mexicana para incentivar jovens a se aproximarem da exploração espacial. O interesse pelo tema também aparece nos planos da estudante para o futuro.
“Eu quero ir para o espaço e colonizar Marte’”, afirmou ao veículo canadense Goalcast. Em seguida, acrescentou: “Se você não gosta de onde está, imagine onde quer chegar. Eu me vejo na NASA, então vale a pena tentar.”


