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Homem vive há 20 anos nas ruas após descobrir algo devastador dentro da própria família

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Natural de Alagoas, Ronaldo Carvalhos deixou a cidade onde vivia após descobrir que a então companheira se relacionava com o próprio irmão. De acordo com informações do Metrópoles, há duas décadas em situação de rua, ele vive atualmente no centro de São Paulo e sobrevive com doações de alimentos e roupas distribuídas por ações humanitárias.

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Hoje morando nas ruas da capital paulista, Ronaldo Carvalhos afirma que decidiu deixar a família para evitar uma tragédia após o fim do relacionamento. “Eu me recaí na rua mesmo, porque foi uma separação que eu tive, né? Porque minha ex-mulher ficou com o meu próprio irmão de sangue. Então ‘pra mim não matar ele’, eu preferi sair e não falar mais com a minha mãe, entendeu?”, relata.

Segundo Ronaldo, a saída de Alagoas até São Paulo aconteceu a pé e durou cerca de seis meses. Durante o trajeto, ele passou pela Bahia e por Minas Gerais até chegar à capital paulista em busca de trabalho. “Pedia numa casa, às vezes a pessoa dava, às vezes não dava. Às vezes eu só tomava água da estrada. Aí eu vim porque aqui em São Paulo, aqui é muita doação, sabe? Muita doação. O pessoal ajuda muito”, conta.

Desde que chegou à cidade, Ronaldo dorme na Praça do Patriarca, região central de São Paulo, em frente ao gabinete do prefeito Ricardo Nunes. Ele diz que depende diariamente de ações solidárias para conseguir se alimentar. “Todo dia ‘nós dorme’ aqui, porque aqui tem alimentação, né? Arroz e feijão, às vezes vem carne, às vezes vem carne moída, é assim que vem. Aí às vezes eles trazem pão com mortadela, trazem suco, aí assim vai levando a vida”, afirma.

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Além das doações, Ronaldo utiliza um Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) da prefeitura para tomar banho.

Ajudante de pedreiro, ele conta que chegou a conseguir uma oportunidade de trabalho na capital paulista, mas voltou a viver nas ruas após o encerramento da obra. “Trabalhei aqui em São Paulo com uma obra que eu arrumei. Eu vim ganhar obra. Mas como acabou, então eu ‘tô aqui’ na rua de novo. Porque o patrão falou que ia vir buscar, não veio mais. Aí sumiu também”, lamenta.

Ronaldo também relata dificuldades enfrentadas diariamente por quem vive nas ruas, principalmente em relação ao preconceito. “Tem pessoa que ela atravessa do outro lado pra não passar perto de você, né, mano? Assim, a pessoa passa lá do outro lado. Nós se sente assim, como um leão, sabe? Nossa, parece que você vai pegar, mano, é assim, sabe? A pessoa fica com medo de nós”, diz.

Apesar da rotina nas calçadas, o alagoano afirma que ainda sonha em conquistar uma casa própria. “Um dia a gente vai ter, tipo, uma casinha, né? Se Deus quiser”, conclui.

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